Olá!

A casa é sua

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Aldeia Tenonde Porã




A Cidadã Aldeia

E a cidade foi empurrando-te devagar, não é mesmo?
Você foi ficando cada vez mais apertada, mas cada vez mais cheia.
Poderia ser cheia de ódio, mas não, encheu-te foi de vida.
As tuas crianças correm por entre a mata como eu corria no meu quintal,
Quanta agilidade, meus olhos mal os veem,
Nasceste por dentro de cada arvore, ela te abraça, você a abraça, amor.
O que nós por aqui destruímos, é pra ti, sagrado, símbolo de deus.
Fico na dúvida de quão sábios os daqui realmente são, chegando perto de curar alguns males, destruindo o que nos mantém em vida.
A verdadeira sabedoria está ai, contigo, conheces o segredo da vida.
Faces de paz, faces de cansaço.
Encheu-me de vida nova, olhar pra tua luta e ver que ainda és linda, com todas as tuas marcas.
Foto: Gabrielle Idealli (http://www.flickr.com/photos/gabiidealli)
Texto: Talita Bezerra dos Santos



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