Onde estava? Na Liberdade.
Seu sobrenome era Jesus, de Jesus. Pertencia a Deus aquele homem que suspirava livre.
Sabe Deus a quanto tempo eu não escrevo seu nome com letra maiúscula.
Tinha tanta história ali dentro dele que nem com todos os anos do mundo eu poderia preenche-lo.
Não valia querer dizer que suas esposas não eram mães, perdeu a mãe tão cedo, sua casa foi o chão.
Ela pediu para que fosse forte e cuidasse do almoço. Se foi, deve ter ido uma parte dele junto.
Eu queria leva-lo pra casa, dizer que o mundo o enganou, que ele não é determinado, é incompleto.
Tanto livro que não sai, meu Deus...
Às vezes a gente entra numa bolha, fecha a saída de ar e esquece que tem gente que não respira.
Onde irá dormir o homem de Deus?
Hoje, amanhã, depois...
Quem vai dar o próximo abraço?
Dois por hoje pra nunca mais, quem sabe...
A gente acha que a dor que carregamos é a maior do mundo. Admira ver a lua porque temos um teto.
Sua tela do mundo deve ser a lua.
Temos chão, pão, gente, ódio e amor.
Não estamos satisfeitos.
Quanto deixamos de falar porque esquecemos?
Ele guarda, guarda tanto que quando acha alguém que escuta simplesmente fala.
Pode não ter sentido, pode ser só desabafo.
Alguém parou pra ouvir, pode ser raro, bota pra fora o amor que não lhe dão
- Sejam felizes, meus caros. - Diz o homem só.
- Quem sabe quando vou poder falar de novo? - Se pergunta o homem da Liberdade, preso.
Abrirei as janelas pra que entre ar.
Deixarei de assumir o que é meu pra assumir o que é de todos.
Habite aqui, em mim, morada da compaixão, Deus, Alá, seja qual for o nome que carregas.
Abra os ouvidos meus já que os teus estão surdos.
Abra a boca minha já que teu hálito já não os toca.
Deixe que meus abraços sejam ternos como a da mãe perdida e deixe-me servir o almoço.
Só não deixe o homem perdido na Liberdade.
Só não deixe o homem de Jesus que não enxerga a sua face.
"Deus, por que me abandonaste?" - perguntamos eu e o homem.
Olá!
A casa é sua
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
É, são
É o mundo que anda fora do ritmo.
Um passo pra frente e três pra trás, um rever e verter sangue antes coagulado como se fosse a água que nos dá a vida. E se alimentam dele, se banham, nadam.
São as pessoas que andam meio pirronistas demais, duvidam de deus e do amor. E de mim, de ti, do pai, da mãe e da flor, que nasce e morre, pisada ou sem água, aquela que foi trocada por sangue.
É um bom dia que não há. Acorda, toma café, um pão e um adeus. Vai voltar...
É um almoço olhando pra cadeira vazia enquanto o telejornal passa as notícias antigas do dia.
É um livro tão bonito que fala de solidão numa casa. Um louco, uma cega, um viajante, um guerrilheiro, uma possessiva e a criança que come terra e chupa o dedo acuada num casa cheia de gente vazia.
São outros quinhentos livros que a gente precisa engolir como se não soubesse que o que falta no mundo e na gente é compaixão. O milagre não está nas letras. Está nas pessoas.
É o abraço que não se dá.
É o descaso, um criar caso, um laço e um deslaço.
A preocupação de fazer seu plano se encaixar com as outras mil e uma pessoas que esperam estar dentro dele. Enquanto você está fora...
A vontade de abraçar o que não recebeu abraço,de sentar na cadeira vazia e desligar a TV, de fechar o livro e deitar na grama, de voltar e dar um bom dia direito, a vontade de não ter um plano e de não ter dúvidas que este é o caminho certo.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Sebastião
"O mundo é bão, Sebastião!
O mundo é teu, Sebastião!"
A gente amanhece cantando pro sol e dorme jurando pra lua.O mundo é teu, Sebastião!"
Só acredito em ciclo novo quando o velho bate em retirada, mas eu ainda estou carregada dos meus velhos fantasmas do passado.
Acho engraçado que meu corpo avisa quando não tá dando mais pra aguentar o peso das palavras e dá aquele aperto entre o coração e a boca do estômago dizendo "FALA! O ar vai te faltar!". Faz um tempão que eu escrevo e rasgo, escrevo e rasgo, escrevo e rasgo, me rasgo e não escrevo.
Sabe, eu não lembro bem porquê perdi o medo do escuro... Ou foi porque eu percebi que a escuridão sempre chega, senta e vai embora ou porque foi daí que eu fui perdendo a fé. A gente sempre tem aquele pedido que faz no escuro do quarto, da alma, do peito, que de tanto repetir, desistiu que aconteça. Pois bem, eu ando no escuro.
Tem o degrau também, na verdade não tem mais degrau. Mas eu ainda passo com cuidado nessa parte da casa porque é como se ele ainda estivesse lá. Tenho uma cicatriz no joelho.
Tem também as manchinhas no espelho, eu descobri que eram manchas NO ESPELHO esses dias, achava que era defeito no rosto, no corpo, não são, mas o espelho tem minha idade e é só ele.
Vou correr e parar o tempo, engolir seco pra secar o molhado dos olhos.
Como é que a gente explica saudade sem saber o que falta?
Como é que a gente explica medo se está indo exatamente pra onde gosta?
Não explica, só sente.
Caralho, por que sentir tanto?
domingo, 29 de dezembro de 2013
Eu sou o Samba.
Dezembro pode ser um quase fevereiro pra terminar o ano bem.
A gente ouve aquela batida que o coração acompanha, que dá vontade de dançar e que é quase uma pílula do esquecimento para todos os problemas.
Pois desça aqui mais uma cerveja que meu coração já esquentou.
Vamos, vamos! Porque a vida passa rápido demais pra gente deixar tocando no rádio qualquer melodia triste, prefiro o batucar ao vivo de um bom samba.
Ah... o samba.
Esfria o que tá quente, esquenta o que tá frio.
Tudo se ajeita com ele.
sábado, 16 de novembro de 2013
Me tomo
Vadia vida louca e corrida que me chama.
Sou louca vadia que corre colorida pela rua (nua).
Sou assim, não adianta, nem deus nem o demônio podem arrancar do meu peito a palavra liberdade que me pulsa os batimentos me arranca de toda grade, quente ou fria, limpa ou suja, só paro nas grades que me interessam.
Que me chamem de vadia, de louca e até de vida. Porque a vida se não é vadia e louca não vale a pena. Eu valho a pena.
Cada sonho que tive é vadio. Cada sorriso que dou é vadio. Cada lagrima derramada é vadia. Cada amor mais vadio. Alimento paixão pelo periférico.
Sei que isso te soa negativo, mas meu caro, não é. Negativo é deixar a vida preta e branca feito este teu caderno, cheio de promessas do porvir. Eu só tenho o hoje.
Mesmo assim, meu amor vadio te ama.
Sou porque foste ainda que não possa ser o que foste.
Sou minha, porque me tomei.
Não é ingratidão, é lição.
Sou louca vadia que corre colorida pela rua (nua).
Sou assim, não adianta, nem deus nem o demônio podem arrancar do meu peito a palavra liberdade que me pulsa os batimentos me arranca de toda grade, quente ou fria, limpa ou suja, só paro nas grades que me interessam.
Que me chamem de vadia, de louca e até de vida. Porque a vida se não é vadia e louca não vale a pena. Eu valho a pena.
Cada sonho que tive é vadio. Cada sorriso que dou é vadio. Cada lagrima derramada é vadia. Cada amor mais vadio. Alimento paixão pelo periférico.
Sei que isso te soa negativo, mas meu caro, não é. Negativo é deixar a vida preta e branca feito este teu caderno, cheio de promessas do porvir. Eu só tenho o hoje.
Mesmo assim, meu amor vadio te ama.
Sou porque foste ainda que não possa ser o que foste.
Sou minha, porque me tomei.
Não é ingratidão, é lição.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Quadro
Eram dois corpos.
Dois corpos que queriam virar um só.Sabe como é, não é?
O maior dos pecados realizado passo a passo, gesto a gesto, quase que como uma pintura.
A porta se fecha e do lado de fora ficou o grande mundo, são só dois, sós no total.
A dança não tem passos ensaiados, mas nunca se viu antes alguém que se entregasse plenamente a executa-la.
Eram da mesma altura, entregues a alcançar a mesma elevação.
Os sussurros despertam cada canto do quarto e tudo, tudo cria vida. Ao menos ali, enxergam todo o espaço que aquele breve mundo pode ter.
Um beijo terno de olhos fechados que enxergam a pulsação.
A pele se ouriça, não é frio.
Não se cabem ao abraço, entregam-se como se o mundo fosse acabar dali a um segundo, é a ultima chance, a ultima.
Os olhos se encontram e com o mesmo brilho, conversam.
Já não há sussurros, os mundos misturam-se pelos sons que o pequeno mundo emite ao grande mundo, é a prova de que estão vivos e que é ali, no maior dos pecados, que enxergam a beleza disso. Eles entendem, agora entendem.
Saem de si, saem alma, gemidos, suor, vida.
Se amam e há beleza no amor.
Dois corpos que queriam virar um só.Sabe como é, não é?
O maior dos pecados realizado passo a passo, gesto a gesto, quase que como uma pintura.
A porta se fecha e do lado de fora ficou o grande mundo, são só dois, sós no total.
A dança não tem passos ensaiados, mas nunca se viu antes alguém que se entregasse plenamente a executa-la.
Eram da mesma altura, entregues a alcançar a mesma elevação.
Os sussurros despertam cada canto do quarto e tudo, tudo cria vida. Ao menos ali, enxergam todo o espaço que aquele breve mundo pode ter.
Um beijo terno de olhos fechados que enxergam a pulsação.
A pele se ouriça, não é frio.
Não se cabem ao abraço, entregam-se como se o mundo fosse acabar dali a um segundo, é a ultima chance, a ultima.
Os olhos se encontram e com o mesmo brilho, conversam.
Já não há sussurros, os mundos misturam-se pelos sons que o pequeno mundo emite ao grande mundo, é a prova de que estão vivos e que é ali, no maior dos pecados, que enxergam a beleza disso. Eles entendem, agora entendem.
Saem de si, saem alma, gemidos, suor, vida.
Se amam e há beleza no amor.
domingo, 27 de outubro de 2013
Passaninhar
Todo coração deve sentir-se assim de vez em quando.
Por mais que o meu seja pássaro e desvie das grades que tentam impor por aí, ele sente uma vontade de te pertencer e ela é quase que incontestável, já gastei todos os meus argumentos com ele, que teima.
Eu disse a ele que sou livre... "sou um homem livre!"
Acredita que riu?
Riu de mim meu coração da forma mais maliciosa possível e eu entendi da forma mais indigesta que ele já tinha escolhido onde iria pousar desconsiderando a minha primeira afirmação.
Inventei de dizer o quanto sua decisão era perigosa, quase que como uma mãe, fui fornecendo os "ses" que ele parecia ignorar e no final tive de engolir um baixo, mas com boa dicção, "eu não ligo".
Aquele diálogo de eu comigo, aquelas convicções, eu me disse de todos os perigos e fui ignorada.
Meu coração quer te sobrevoar, quer se alimentar do seu jardim, visualizar suas cores.
Meu coração quer pousada, quer lugar, pertencimento e ser novo, de novo.
Meu coração não tem chão e voa.
E apesar de tanta insegurança, quer a inteireza de descansar as asas em teu chão.
Ponha seus olhos sobre os meus e depare-se com quem eu sou.
Saiba que meus espaços de liberdade se abrem para receber.
Dou-me por livre e espontânea autonomia.
Por mais que o meu seja pássaro e desvie das grades que tentam impor por aí, ele sente uma vontade de te pertencer e ela é quase que incontestável, já gastei todos os meus argumentos com ele, que teima.
Eu disse a ele que sou livre... "sou um homem livre!"
Acredita que riu?
Riu de mim meu coração da forma mais maliciosa possível e eu entendi da forma mais indigesta que ele já tinha escolhido onde iria pousar desconsiderando a minha primeira afirmação.
Inventei de dizer o quanto sua decisão era perigosa, quase que como uma mãe, fui fornecendo os "ses" que ele parecia ignorar e no final tive de engolir um baixo, mas com boa dicção, "eu não ligo".
Aquele diálogo de eu comigo, aquelas convicções, eu me disse de todos os perigos e fui ignorada.
Meu coração quer te sobrevoar, quer se alimentar do seu jardim, visualizar suas cores.
Meu coração quer pousada, quer lugar, pertencimento e ser novo, de novo.
Meu coração não tem chão e voa.
E apesar de tanta insegurança, quer a inteireza de descansar as asas em teu chão.
Ponha seus olhos sobre os meus e depare-se com quem eu sou.
Saiba que meus espaços de liberdade se abrem para receber.
Dou-me por livre e espontânea autonomia.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Postulado
Existe uma frincha que de tão referta, dói.
E do meu lado queima, arde, flameja.
E do outro, chamusca.
Existe um amor que de tão forte, fraqueja.
E do meu lado hesita.
E do outro, titubeia.
Existe, há, vive.
E do meu lado vive.
E do outro, subsiste.
Fidedignas palavras que não saem.
Genuínos atos que não existem.
Efetivo amor que me mora.
E do outro, procuro lisuras.
E do meu lado queima, arde, flameja.
E do outro, chamusca.
Existe um amor que de tão forte, fraqueja.
E do meu lado hesita.
E do outro, titubeia.
Existe, há, vive.
E do meu lado vive.
E do outro, subsiste.
Fidedignas palavras que não saem.
Genuínos atos que não existem.
Efetivo amor que me mora.
E do outro, procuro lisuras.
Versejar
A gente só precisa vomitar o que sente de vez em quando pra ver se abre espaço dentro de si e cria um pouco mais de força. Eu acho mesmo que isso deva resolver parte dos problemas.
Gosto de voltar e rever a vida feito uma novela em que eu fico tentando adivinhar qual vai ser o final, igual um filme que emociona por transparecer aquilo que se acredita.
Tem dias que fico meio assim, sei lá, querendo virar a cara pro mundo. As pessoas te pisam, cara. Elas fazem isso tão bem que quase podem alegar inocência, fazem "sem querer", sabe como é. Elas acham que porque você não as olha nos olhos as palavras não doem tanto, mas meu amigo, uma palavra maldita num dia que te empurra pro tombo acaba com tudo.
Talvez esse seja o preço do sentir apurado demais, eu sinto tudo demais, chego a pensar que vou morrer de tanto ódio ou de tanto amor ou de tanta insegurança, acho mesmo que está tudo acabado num segundo e no outro pronta para o eterno. É engraçado.
Sinto as lágrimas alheias como facas no coração e meu sorriso se abre sozinho quando vejo um monte de gente rindo. Fico pensando o que as pessoas pensam (que coisa engraçada) enquanto caminham pela rua ou quando estão paradas nos transportes públicos, fico ouvindo a música do fone do vizinho e pensando se o humor dele condiz com o que ele escuta ou se é só um disfarce pequenino pra encarar mais um dia.
Olho os casais, as mãos que andam entrelaçadas e olho também as pessoas sozinhas, eu queria só por um instante conseguir sentir o que cada uma sente.
Acho que todo mundo vive assim e pronto, é ai que me estabaco.
As pessoas estão pouco se fodendo pra o que você está pensando, meu amigo!
Querer que todo mundo seja poeta é pretensão demais, poeta, músico, filósofo, humano, qualquer coisa que se preocupe mais do que com a hora que está marcando no relógio ou com o próprio umbigo. Ah, quanta pretensão.
O mundo correndo e eu aqui querendo andar em câmera lenta.
A sensação horrível de "o que é mesmo que eu faço por aqui?"
Talvez eu só não pertença mais, não me adeque, não me afine, não me ajuste. Talvez eu simplesmente não seja. Talvez eu não rime, na verdade, eu rimo, não rimam comigo.
Gosto de voltar e rever a vida feito uma novela em que eu fico tentando adivinhar qual vai ser o final, igual um filme que emociona por transparecer aquilo que se acredita.
Tem dias que fico meio assim, sei lá, querendo virar a cara pro mundo. As pessoas te pisam, cara. Elas fazem isso tão bem que quase podem alegar inocência, fazem "sem querer", sabe como é. Elas acham que porque você não as olha nos olhos as palavras não doem tanto, mas meu amigo, uma palavra maldita num dia que te empurra pro tombo acaba com tudo.
Talvez esse seja o preço do sentir apurado demais, eu sinto tudo demais, chego a pensar que vou morrer de tanto ódio ou de tanto amor ou de tanta insegurança, acho mesmo que está tudo acabado num segundo e no outro pronta para o eterno. É engraçado.
Sinto as lágrimas alheias como facas no coração e meu sorriso se abre sozinho quando vejo um monte de gente rindo. Fico pensando o que as pessoas pensam (que coisa engraçada) enquanto caminham pela rua ou quando estão paradas nos transportes públicos, fico ouvindo a música do fone do vizinho e pensando se o humor dele condiz com o que ele escuta ou se é só um disfarce pequenino pra encarar mais um dia.
Olho os casais, as mãos que andam entrelaçadas e olho também as pessoas sozinhas, eu queria só por um instante conseguir sentir o que cada uma sente.
Acho que todo mundo vive assim e pronto, é ai que me estabaco.
As pessoas estão pouco se fodendo pra o que você está pensando, meu amigo!
Querer que todo mundo seja poeta é pretensão demais, poeta, músico, filósofo, humano, qualquer coisa que se preocupe mais do que com a hora que está marcando no relógio ou com o próprio umbigo. Ah, quanta pretensão.
O mundo correndo e eu aqui querendo andar em câmera lenta.
A sensação horrível de "o que é mesmo que eu faço por aqui?"
Talvez eu só não pertença mais, não me adeque, não me afine, não me ajuste. Talvez eu simplesmente não seja. Talvez eu não rime, na verdade, eu rimo, não rimam comigo.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
4 horas
A chuva tem sido diferente esses dias aqui em São Paulo. Não me incomodo com ela, são uns pingos tão gelados que me fazem sentir um carinho divino.
Tem dias que a gente se sente sozinho mesmo.
Foda-se todas essas "necessidades", as coisas realmente deveriam deixar de acabar assim... as vezes.
Eu voltei a estaca zero, o ponto onde eu estava quando tudo isso começou.
Querer forçar seus atos soa-me tão antiquado quanto a falta que sinto deles. A ansiedade por um olhar, por um abraço voluntario que não saia de mim ou qualquer coisa assim...
Céus! Nas ultimas noites tenho acordado no mesmo horário morrendo de vontade de te ligar e dizer... nada. Eu não tenho nada a dizer e por isso não ligo. Seria só o prazer de ouvir o "sim?" e saber que sua voz estava ali comigo na escuridão. Enfim, eu não ligarei.
"Me fiz escravo do meu medo de ser".
Talvez seja a chuva, ou a insônia maldita de todas as quatro horas da manhã. Talvez sejam as músicas também, ou a infeliz vontade de partir todos os dias para a mesma estação de trem. Talvez seja mesmo ausência.
Quatro paredes. meu papel, a chuva, São Paulo.
Até as 4h.
sábado, 21 de setembro de 2013
Zelo
Nunca, sempre, tanto tempo.
Quero cuidar de ti porque, não sei explicar como, mas fazes parte de mim.
Me dói assim, no mais profundo, achar posso simplesmente acordar amanhã e ser tudo resultado de uma esquizofrenia louca, um sonho que criei como rota de fuga de tudo que eu era antes e do que a vida estava me tornando.
Tenho meus problemas, mas eu gosto de me carregar.
Fico mesmo incomodada quando alguém por ai fica me apontando que sou isso ou sou aquilo.
Não és meu, mas eu gosto de te carregar.
Fico mesmo incomodada quando alguém por ai fica apontando que és isso ou és aquilo.
És, somos, o que és, o que somos.
E eu gosto assim.
Ah, garoto, eu queria mesmo que soubesse ou sentisse ou ao menos tentasse entender o quanto eu me importo, eu realmente me importo.
Me importo tanto quanto me importava no começo, ou mais.
Me importo a ponto de não querer abrir a porta ou de quando meu abraço te sufoca querer dizer num sussurro ou num grande alarido que eu o amo tanto quanto no começo, ou mais.
E agora que pra mim tudo está no mais?
Infinito no nunca ou no sempre, infinito.
Ainda que não haja sol, que chova, que esteja frio.
Ainda que não tenha palavra ou certeza.
Ainda que não haja porém.
Eu continuo me importando, amando, zelando.
Quero cuidar de ti porque, não sei explicar como, mas fazes parte de mim.
Me dói assim, no mais profundo, achar posso simplesmente acordar amanhã e ser tudo resultado de uma esquizofrenia louca, um sonho que criei como rota de fuga de tudo que eu era antes e do que a vida estava me tornando.
Tenho meus problemas, mas eu gosto de me carregar.
Fico mesmo incomodada quando alguém por ai fica me apontando que sou isso ou sou aquilo.
Não és meu, mas eu gosto de te carregar.
Fico mesmo incomodada quando alguém por ai fica apontando que és isso ou és aquilo.
És, somos, o que és, o que somos.
E eu gosto assim.
Ah, garoto, eu queria mesmo que soubesse ou sentisse ou ao menos tentasse entender o quanto eu me importo, eu realmente me importo.
Me importo tanto quanto me importava no começo, ou mais.
Me importo a ponto de não querer abrir a porta ou de quando meu abraço te sufoca querer dizer num sussurro ou num grande alarido que eu o amo tanto quanto no começo, ou mais.
E agora que pra mim tudo está no mais?
Infinito no nunca ou no sempre, infinito.
Ainda que não haja sol, que chova, que esteja frio.
Ainda que não tenha palavra ou certeza.
Ainda que não haja porém.
Eu continuo me importando, amando, zelando.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Redoma
"És para mim, única no mundo".
Sem querer que o nosso Pequeno Príncipe se torne um clichê, mas para mim és a rosa.
Porém, não posso (nem quero) tranca-la numa redoma de vidro para que sobrevivas, eu quero é que vivas e que vivas intensamente.
Nessa história, sinto-me tua raposa, tua voz chama-me para fora do buraco que eu costumo me esconder.
Minha rosa, tua raposa.
Minha rosa, não quero que te prendas na redoma, me sinto a maior das egoístas do nosso pequeno mundo com isso....
Eu quero é que sejas raposa como eu e, se não sou teu Pequeno Príncipe que possas encontrar a voz que te chama para fora, que te tira do buraco.
Se já o fui, que posso eu fazer para que me reconheças?
Será que são tantas as vozes assim que a minha sucumbe no meio de tantos outros chamados?
Só não te quero obrigada, minha rosa, a sobreviver no meu pequeno mundo, cheio de pequenas paisagens e tão grandes sensações e sentimentos.
E eu? Eu continuo raposa.
Tua voz continua a me tirar do buraco e continuará.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Sobre a morada da minha alma
É o mundo aberto que me trás fascinação e insegurança.
Quero dar-te a mão não porque não consigo andar sozinha mas porque tua companhia me é agradável.
Não aches que posso fornecer-te o segredo da vida, eu o desconheço e nem sei se ele é singular ou plural, mas quero poder almejar descobri-lo contigo, ainda que na possibilidade de pluralidade achemos sentidos diversos.
Sou mais livre quando sei que escolhi montar a casa da minha alma ao lado da tua, mesmo que a precise desmontar carregarei o sentido de boa vizinhança. Mas entenda, não quero desmonta-la. Tua rua me é agradável e as xícaras de sal e açúcar sempre me rendem boas lembranças.
Talvez eu nunca descubra como cheguei aqui, talvez eu tenha perdido da manha de desejar outra casa, a tua é demasiadamente agradável.
Quero dar-te a mão não porque não consigo andar sozinha mas porque tua companhia me é agradável.
Não aches que posso fornecer-te o segredo da vida, eu o desconheço e nem sei se ele é singular ou plural, mas quero poder almejar descobri-lo contigo, ainda que na possibilidade de pluralidade achemos sentidos diversos.
Sou mais livre quando sei que escolhi montar a casa da minha alma ao lado da tua, mesmo que a precise desmontar carregarei o sentido de boa vizinhança. Mas entenda, não quero desmonta-la. Tua rua me é agradável e as xícaras de sal e açúcar sempre me rendem boas lembranças.
Talvez eu nunca descubra como cheguei aqui, talvez eu tenha perdido da manha de desejar outra casa, a tua é demasiadamente agradável.
sábado, 31 de agosto de 2013
Minhas Janelas
Está bem escuro aqui fora, meus olhos (minhas janelas) não se acostumam, não consigo ver sequer um esboço das coisas que estão ao meu redor.
E eu... eu só quero ir pra casa.
Onde é a minha casa?
Faz tempo que não tenho casa.
Faz tempo que eu repouso num lugar, morro um pouquinho em outro, pra depois acordar, ressuscitar e ir de novo esperar algo da vida.
Bem achei ter casa, mas eu sou o caos, eu sou o caos.
Eu o carrego comigo a onde quer eu que siga, chego e faço tanta bagunça que é melhor não ter casa.
Talvez eu seja mesmo assim, talvez eu seja nômade, doente, louco.
Talvez eu seja assim mesmo, capaz de trazer o caos transvestido de plenitude.
Deixa estar, sou eu.
Mas meus olhos (essas minhas janelas) sempre foram sinceros.
Queria que eles conversassem.
O caos é esse, meu pensamento escapa pelos olhos antes de chegar a boca, não há som.
Eu deveria fechar as janelas e fazer como todo mundo faz, usar a porta, boca-porta.
"Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra, disse:
- Vai, Carlos! ser gauche na vida."
Ah, Drummond, sigo gauche todo dia.
Mas meus olhos (minhas janelas) são sinceros. E como são.
Ainda que eu carregue o furacão, não sou assim tão forte.
Não.. não sou.
As janelas se fecham quando o sol já aqueceu dentro da casa.
E eu... eu só quero ir pra casa.
Onde é a minha casa?
Faz tempo que não tenho casa.
Faz tempo que eu repouso num lugar, morro um pouquinho em outro, pra depois acordar, ressuscitar e ir de novo esperar algo da vida.
Bem achei ter casa, mas eu sou o caos, eu sou o caos.
Eu o carrego comigo a onde quer eu que siga, chego e faço tanta bagunça que é melhor não ter casa.
Talvez eu seja mesmo assim, talvez eu seja nômade, doente, louco.
Talvez eu seja assim mesmo, capaz de trazer o caos transvestido de plenitude.
Deixa estar, sou eu.
Mas meus olhos (essas minhas janelas) sempre foram sinceros.
Queria que eles conversassem.
O caos é esse, meu pensamento escapa pelos olhos antes de chegar a boca, não há som.
Eu deveria fechar as janelas e fazer como todo mundo faz, usar a porta, boca-porta.
"Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra, disse:
- Vai, Carlos! ser gauche na vida."
Ah, Drummond, sigo gauche todo dia.
Mas meus olhos (minhas janelas) são sinceros. E como são.
Ainda que eu carregue o furacão, não sou assim tão forte.
Não.. não sou.
As janelas se fecham quando o sol já aqueceu dentro da casa.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Carta para o Amor
Eu sempre
preferi acreditar que pessoas como você existem, mesmo que eu não as encontre a
cada esquina, ou em todo lugar, ou mesmo uma a cada mil quilômetros. Eu sempre
preferi acreditar. Por isso, não tenho dúvidas do quanto eu tive sorte de achar
você, de nos percebermos, de você estar no mesmo lugar que eu, de termos nos
permitido viver essa história mesmo sem saber direito no que ela ia dar. Hoje,
sou capaz de questionar qualquer coisa, menos a veracidade do que eu sinto ou a
intensidade dos meus sentidos quando estou contigo. Você me faz sentir, nos
instantes que estamos juntos, a verdadeira “vida viva” e mais do que isso,
incentiva-me a busca-la todos os dias, na fé de que ela realmente pode ser alcançada
(e há quem diga que eu não tenho mais fé).
Você torna
viva cada nota musical que toca no rádio. Você faz as cenas dos filmes se
tornarem parte de mim. Faça frio ou calor, sol ou chuva, noite ou dia, nada,
nada passa-me como insignificante quando estou do seu lado. Falta
sentido na hora do adeus.
Todas as
escolhas que me levaram até você, todas as palavras que até agora foram ditas,
ou não tão ditas assim. Sou grata por todas elas. Sou grata a mim e a você pelo
voto de confiança que nos concedemos a cada passo que escolhemos dar para nos
unirmos.
Tem tanta coisa
pra falar, tanta. Mas... quero te pedir em casamento. E por que eu? E por que
agora? E por que assim?
Porque eu fiquei esperando você
dizer o primeiro “eu te amo” e hoje acho que perdi tempo. Porque eu fiquei
esperando você me pedir em namoro porque achava tudo recente demais. Porque se
eu escrevo pra tudo, inclusive pra desengasgar as palavras que não saem, nunca
saem, agora não seria diferente. Não quero todas as simbologias que esse pedido
carrega. Não quero papel, testemunha, festa, branco, flores, um monte de gente
pra contar história depois. Quero simples como a música do Dominguinhos... “
Não posso ficar sem você pois, viver sem você é viver pra chorar (...) Fica,
meu amor, ou então me leva pra morar contigo.”
Qualquer lugar, longe ou perto,
quero você aqui comigo. Eu, você e nossos livros, músicas, filmes e sonhos.
“Eu só aceito a condição de ter
você só pra mim”
A primeira mensagem, não?
A primeira mensagem, não?
Faço dela a conclusão.
terça-feira, 9 de julho de 2013
O custo sem valor
Quanto vale uma vida?
Não, perdão... Valor, não.
Quanto custa uma vida?
Custo: Despesas, desembolso, o que se paga, gasto, dificuldade, fadiga.
A vida as vezes pesa tanto que deixa de ter valor e passa a ter custo.
Custo a dormir.
Custo a acordar.
Custo a levantar.
Custo a parecer acordada.
Tudo que tem valor, não tem espaço.
Tudo que se faz com sorriso, não tem momento.
Corre no que se gosta.
Aquieta no que se pesa.
Valor riso.
Valorizo.
Que me soltem o riso.
Que se prenda o ouriço... e seus espinhos.
Levanto-me todos os dias o mesmo horário.
Levantam-me.
Acordada? Não. De olhos abertos.
Deito-me todos os dias, não no mesmo horário.
Não tem momento para isso.
Durmo? Nem cheguei a despertar.
Sonho o mundo, sonho meus sonhos.
Todos aceitamos o presente doloroso contanto que nos permita os sonhos.
Hoje, esforço.
Amanhã, também.
O sonho não chega.
Penso que, talvez, a maior tragédia dessa vida
É o tempo que a gente passa correndo atrás do vento.
E não há libertação, não há.
O despertador soou...
Não há mais tempo para palavras.
Adeus.
Não, perdão... Valor, não.
Quanto custa uma vida?
Custo: Despesas, desembolso, o que se paga, gasto, dificuldade, fadiga.
A vida as vezes pesa tanto que deixa de ter valor e passa a ter custo.
Custo a dormir.
Custo a acordar.
Custo a levantar.
Custo a parecer acordada.
Tudo que tem valor, não tem espaço.
Tudo que se faz com sorriso, não tem momento.
Corre no que se gosta.
Aquieta no que se pesa.
Valor riso.
Valorizo.
Que me soltem o riso.
Que se prenda o ouriço... e seus espinhos.
Levanto-me todos os dias o mesmo horário.
Levantam-me.
Acordada? Não. De olhos abertos.
Deito-me todos os dias, não no mesmo horário.
Não tem momento para isso.
Durmo? Nem cheguei a despertar.
Sonho o mundo, sonho meus sonhos.
Todos aceitamos o presente doloroso contanto que nos permita os sonhos.
Hoje, esforço.
Amanhã, também.
O sonho não chega.
Penso que, talvez, a maior tragédia dessa vida
É o tempo que a gente passa correndo atrás do vento.
E não há libertação, não há.
O despertador soou...
Não há mais tempo para palavras.
Adeus.
domingo, 7 de julho de 2013
Luta
Sinto muito mas grilhões não me servem, que caiam.
E eu, no desejo mais intimo do meu ser, não quero que eles sirvam a mais ninguém e caiam.
Tenho motivos para lutar que me levarão a frente por uma vida inteira,
Custe o que custar.
Luto por elas que usam os grilhões e não percebem,
Pois eles já se tornaram sinônimo de beleza, delicadeza.
Luto contra todos aqueles que ainda acham que submissão é uma virtude
E ensinam isso para filhas e filhos.
Luto por elas que além de presas sofrem agressões
E por todas aquelas que ainda internalizam a resposta "a culpa é minha".
Luto por poder sair na claridade do dia e na escuridão da noite
Sem medo de estar desacompanhada.
Luto por ser companheira e não uma serva.
Luto por igualdade e não superioridade.
Luto por nós, luto por todas e todos.
Luto por todas que usam os grilhões em dose dupla,
Aqueles que deveriam ter sido extintos em 1888 e pelos que estão nelas e em mim
Desde que o mundo é mundo.
Luto por elas que se deram conta dos grilhões
E que amam, amam, amam.
Amam outras elas e que por amar sofrem.
Luto por elas que nasceram elas
Mas que o mundo insiste em dizer que são outros.
Luto por elas, por mim, por nós.
Eu luto.
E eu, no desejo mais intimo do meu ser, não quero que eles sirvam a mais ninguém e caiam.
Tenho motivos para lutar que me levarão a frente por uma vida inteira,
Custe o que custar.
Luto por elas que usam os grilhões e não percebem,
Pois eles já se tornaram sinônimo de beleza, delicadeza.
Luto contra todos aqueles que ainda acham que submissão é uma virtude
E ensinam isso para filhas e filhos.
Luto por elas que além de presas sofrem agressões
E por todas aquelas que ainda internalizam a resposta "a culpa é minha".
Luto por poder sair na claridade do dia e na escuridão da noite
Sem medo de estar desacompanhada.
Luto por ser companheira e não uma serva.
Luto por igualdade e não superioridade.
Luto por nós, luto por todas e todos.
Luto por todas que usam os grilhões em dose dupla,
Aqueles que deveriam ter sido extintos em 1888 e pelos que estão nelas e em mim
Desde que o mundo é mundo.
Luto por elas que se deram conta dos grilhões
E que amam, amam, amam.
Amam outras elas e que por amar sofrem.
Luto por elas que nasceram elas
Mas que o mundo insiste em dizer que são outros.
Luto por elas, por mim, por nós.
Eu luto.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Do hoje
De tanto me construir e destruir hoje sei que é os erros e acertos que me formam quanto humana.
O ontem se foi e deixou um legado ao hoje: me supere.
E assim os dias vão correndo...
Será que todo mundo já entendeu a diferença de viver e sobreviver?
E a diferença da briga e da luta?
E o espaço que há entre conviver e cativar?
Sabe... o tempo passa, corre, voa, se esvai.
O que eu pensava que seria, não foi.
O que jurava não querer, acabei por ter.
A vida não segue padrões, a sobrevivência que gosta de scripts.
Hoje é um daqueles dias que o ar tem aroma de liberdade,
Que dá vontade de abraçar o mundo com tanta força só pra dizer que amo o fato de estar viva.
Saudade de você, meu amor, saudade do teu abraço que me tira o folego,
Você é a minha maior expressão de liberdade.
Vamos andar por ai, ver estrelas e sorrir.
Que ninguém nos trave o riso.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Aos guardas
O meu espírito é maior que a minha casa.
O meu espírito é maior que meus ideais.
Ele simplesmente é maior, tão maior que espreme-se em mim e dá gritos de prazer e dor oscilados e desmedidos.
Ele brada explosões de rebeldia que não se justificam aos olhos dos guardas.
Afinal, quem guarda, zela ou aprisiona?
E quem define a linha tênue que divide isso?
Eu tenho dispensado todos os guardas-zeladores que vigiam meu espírito preso.
Estão todos dispensados! O trabalho de vocês já foi concluído.
Eu cumpri minha pena, meu espírito cumpriu comigo.
Daqui pra frente, não há mais o que prender, perder ou zelar.
Não há mais o que mudar, espírito que foge uma vez, fugirá sempre.
Os ataques de rebeldia tornar-se-ão frequentes, o trabalho dos guardas será desgastante.
Desgastante e desnecessários. Inúteis.
Por favor, eu não estou perdida!
Se eu cair não passarei do chão.
Não há feridas que não cicatrizem,
Não há dor que não ensine,
Não há medo de queda que compense perder os devaneios da vida.
Se vocês escolhem poupar-se dos devaneios e viver atrelado ao medo.
Não me obriguem a fazer o mesmo!
Não quero culpar a vida, o destino, o acaso ou os guardas por viver uma vida medíocre.
Não quero viver de "ses".
Um cadeado enferrujado se dobrará ao meu espírito.
Eu vejo.
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